Chegamos em 2023 com a prática de que o dízimo pertencia à igreja e ela tomaria as decisões de como seria gasto. Mas, Diego Franco Facundo, um exegético, em setembro de 2023, declarou com base em textos bíblicos que o dízimo é dado por qualquer um, em oferta à nação santa, aos cristãos, que é um povo, sacerdotes de Jesus Cristo. Mostrou que o dízimo tem que ser repartido, dividido em partes iguais, entre os novos sacerdotes que são os cristãos.
Para compreendermos melhor o que Diego Franco falou, vamos analisar a história do dízimo.
· Por volta de 1800 a.C., Melquisedeque, rei e sacerdote de Salém (antigo nome da cidade de Jerusalém), recebeu da mão de Abraão o dízimo.
Este ato de Abraão nos mostra que qualquer sacerdote de Deus é digno de receber o dízimo.
· Por volta de 1440 a.C., Moisés colocou em sua lei que os levitas, povo da tribo de Levi, ficariam responsáveis pelo sacerdócio, prestariam serviços ao tabernáculo, e posteriormente, ao templo de Deus.
Os levitas não tiveram parte na divisão da terra de Canaã quando os judeus tomaram a região e o sacerdócio foi a sua herança, pois passariam a viver com o dízimo arrecadado em toda a nação. Todo o dízimo de Israel era distribuído entre os levitas.
· 1446 a.C., os hebreus deixaram de ser escravos dos egípcios e partiram rumo de Canaã com cerca de 600 mil pessoas.
· 1400 a.C., os judeus conquistam Canaã.
Essa é a história do dízimo, mas para os cristãos a história não acabou aí, pois além do legislador Moisés veio Jesus e seus discípulos acrescentando na Lei Mosaica.
· 6 ou 5 a.C., nasce Jesus Cristo em Belém da Judeia.
· Por volta de 60 d.C., o apóstolo Pedro escreve suas cartas aos cristãos.
· 70 d.C., os romanos atacam Jerusalém e destroem o Templo de Herodes, que era o templo de Deus. Os judeus foram expulsos da Palestina e se espalharam por várias nações do mundo.
· Por volta de 96 d.C., o apóstolo João escreve o livro de Apocalipse.
Agora com o templo destruído, os levitas estavam sem praticar o sacerdócio e a prática do dízimo foi perdendo seu significado real.
Estevão foi o primeiro a declarar em defesa cristã, no Sinédrio, que Deus não habita em casa feita por mãos humanas (Atos dos Apóstolos 7.48-50), e posteriormente, Paulo em Atos dos Apóstolos 17.24. A partir daí, Paulo em suas cartas começa a pregar que o cristão se tornou o santuário de Deus, o novo Templo de Salomão.
A questão de o cristianismo fazer com que o nosso corpo se torne a morada de Deus faz a gente já enxergar que Deus estava preocupado com os cristãos. Se observarmos os cuidados que os judeus tinham que ter com o Templo de Salomão iremos ver como devem ser zelados e cuidados os cristãos agora. O templo no passado era provido de alimento (pães da propiciação), serviços de reparo e ornamentação, colocando tudo do bom e do melhor. Nessa lógica, os cristãos têm que serem tratados da mesma forma.
Vimos que a morada de Deus foi mudada, já o sacerdócio? Quem são os sacerdotes no cristianismo?
Em I Pedro 2.5 fala, confirma, que somos edificados casa espiritual para sermos, os cristãos, sacerdócio santo afim de oferecermos sacrifícios espirituais agradáveis a Deus. Então o texto mostra que além de sermos templo de Deus somos sacerdotes também. Em I Pedro 2.9 fala sobre os cristãos:
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de
propriedade exclusiva de Deus, [...]”.
Essas falas de Pedro já não deixam mais dúvidas, os cristãos substituíram o sacerdócio dos levitas. O livro de Apocalipse também testifica que somos, nós cristãos, sacerdotes de Deus (Apocalipse 1.5-6).
Com isso, os cristãos devem repartir entre si, em partes iguais, o dízimo. Diego relata que haja reuniões para discutir como vai ser a divisão: “Respeitando a parte reservada para os gastos da congregação e os pagamentos dos líderes”.
Todo cristão tem direito em receber sua parte do dízimo arrecadado pela congregação. Todo cristão presta serviço a Deus sendo assim justo receber através do dízimo. Os cristãos também devem dar o dízimo de tudo que recebem, assim como faziam os levitas no passado que também contribuíam com o dízimo. O dízimo é 1/10 (10%) do valor arrecadado, do que ganha um contribuinte. Não é obrigatório dar o dízimo, mas quem contribui ajuda a manutenção e os serviços prestados do povo de Deus.
Sendo assim, o dízimo se tornou no mundo cristão uma forma de ajuda em comum entre os irmãos.
(Diego Franco Facundo)
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