quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Jesus Cristo: seu nascimento, ministério, morte, o ano do convite do banquete e o início do seu reinado


Jesus Cristo: seu nascimento, ministério, morte, o ano do convite do banquete e o início do seu reinado

 

O ano do nascimento de Jesus Cristo

          Por via da profecia das setenta semanas do livro de Daniel foi descoberto o ano exato do nascimento de Jesus Cristo. Confira a tradução através do Códice de Leningrado:

“Percebe e compreende: desde a saída da palavra para restaurar

e para construir Jerusalém até um Ungido, um Príncipe,

sete semanas e sessenta e duas semanas; restaurarás e ser

construído praça e circunvalação, mas em opressão dos tempos.

Depois das sessenta e duas semanas, será cortado

um Ungido e já não estará; e um povo de um príncipe seguinte

fará corromper a cidade e o sagrado, é seu fim com a inundação

e até um fim haverá guerra; foi fim decidido, serão despovoados.

Ele torna violenta uma aliança para muitos, por uma

semana; e metade da semana, fará cessar um sacrifício e

uma oferta de manjares; e em cima da extremidade de umas

abominações destruidoras e em cima do devastador,

derramará uma eliminação até ser fim decidido”.

Daniel 9.25-27

          Dentro do calendário lunar com uso de 360 dias para um ano judaico, usando um modelo fixo de 12 meses para estabelecermos datas em períodos distintos que o texto narra, e chegando à conclusão de que 1 semana equivale a 7 anos (2520 dias), conseguimos apontar o período histórico que o texto de Daniel indica.

          A saída da palavra para restaurar e para construir Jerusalém se deu com o rei Artaxerxes I para Neemias em nisã (mês do calendário lunar que corresponde entre março e abril) de 445 a.C. No texto a soma das sessenta e duas semanas aponta o nascimento de Jesus Cristo, o Ungido, o Príncipe: 2520 dias · 62 semanas = 156240 dias; 156240 dias ÷ 360 dias = 434 anos. Agora é só subtrair quando Artaxerxes I deu a ordem de edificação de Israel menos o tempo das sessenta e duas semanas (434 anos): 445 a.C. - 434 anos = mês de nisã de 11 a.C. Enfim, o texto mostra que o Messias, Jesus, nasceu em nisã de 11 a.C.

          A profecia também passa um tempo em que Jesus Cristo já não estaria mais (uma indicação de uma data após sua morte), porém não dando o ano exato de sua morte. Após o período das sete semanas mais as sessenta e duas semanas, dando um total de sessenta e nove semanas chegamos ao tempo indicado: 2520 dias · 69 semanas = 173880 dias; 173880 dias ÷ 360 dias = 483 anos. Então, passados 483 anos desde a ordem de Artaxerxes I: nisã de 445 a.C. - 483 anos = nisã de 38 d.C. Em nisã de 38 d.C., Jesus Cristo “já não estava mais”.

          Vamos agora montar uma ordem cronológica para examinarmos as fontes históricas bíblicas sobre Jesus Cristo no seu período de vida:

·         Recenseamento;

No ano 309 da era de Alexandre, foi publicado um decreto de César Augusto convocando toda a população do império para se recensear em sua cidade natal (O Evangelho Árabe da Infância, capítulo 2).

No contexto do livro vemos que no mesmo ano, 309 da era de Alexandre, Jesus nasceu, porém, existem grandes problemas nesta data: sabemos historicamente que Alexandre, o Grande, conquistou Jerusalém e exigiu que os judeus contassem os anos a partir da Era de Alexandre, que, segundo alguns historiadores, começou no dia 1 de outubro de 312 a.C. Contudo, os judeus afirmam que foi no ano 3448 da criação (contagem de anos dos judeus), que equivale ao ano 313 a.C., que Alexandre conquistou a região vencendo as forças persas, anexando a Terra Santa ao seu crescente império. Estas datas estão em contradições com outros períodos históricos que falam que o Alexandre, o Grande, morreu no ano de 323 a.C.

Se contarmos os anos desde 312 a.C., ficaria: 312 a.C. - 309 anos = 3 a.C. Se considerarmos que Jesus nasceu no ano 3 a.C., este ano entraria em contradição não só com a história, mas também com a Bíblia e os livros apócrifos (os livros de Macabeus I e II também usam a era de Alexandre como datação), até o Evangelho Árabe da Infância iria se contrariar com o ano e o tempo de Jesus peregrinando por causa de Herodes.

Tenho uma hipótese, porém sem fonte, deduzo que os escribas dos apócrifos estavam usando como base de início da era de Alexandre o ano de 320 a.C., que era um tempo em que Alexandre tinha morrido e Ptolomeu I Soter, um dos herdeiros do império de Alexandre, conquistou Jerusalém. Sendo assim, 320 a.C. - 309 anos da “era de Alexandre” = 11 a.C. Se os escritores dos apócrifos usavam o ano 320 a.C. como início da era de Alexandre (meio que uma alusão ao fim da era e começo de outra), isso comprovaria que o cálculo feito das setenta semanas do livro de Daniel está correto e que Jesus Cristo de fato nasceu no ano 11 a.C.

Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria (Lucas 2.2).

Há teses que levantam a possibilidade de Quirino ter estado por duas vezes em posição de comando (em Lucas 2.2, temos a palavra grega “hegemoneuo”, que é traduzida como “governador”, porém, na realidade, significa “estar liderando” ou “a cargo de”) na região da Síria. Quirino liderou uma campanha militar contra os Homonadensianos durante o período entre 12 e 2 a.C. Acreditam que Quirino possa ter ganhado nesta época um título de “governador militar”.

Como José era de Belém, da região de Judá, teve que ir fazer em sua terra natal o recenseamento.  

·         Jesus nasceu no mês de nisã de 11 a.C., em Belém da Judeia (Daniel 9.25-27);

Com oito dias de nascido, Jesus foi circuncidado e ficou na cidade de Belém por 40 dias (de acordo com a Lei judaica é o tempo necessário de um recém-nascido, de sexo masculino, ficar puro) e levaram Jesus para Jerusalém para ser oferecido sacrifício, como manda a Lei. Após isso, voltaram para a Galileia, para a cidade de Nazaré (Lucas 2).

·         Herodes é tentado por Satanás para que mate Jesus;

Herodes, o Grande, manda matar todas as crianças de Belém e de todos os arredores, pois achava que assim conseguiria a morte de Cristo. Na ocasião, a ordem era que todas as crianças, a baixo de dois anos de idade fossem mortas, dando a entender que o mandato foi estabelecido por volta de dois anos do nascimento de Jesus (Mt 2.16-18).

·         No ano 9 a.C., com dois anos de idade, Jesus é levado, em fuga, para o Egito;

Nos livros apócrifos nos contam que por duas vezes estiveram no Egito antes de voltarem para Israel: a primeira por um ano (A História de José, o Carpinteiro 8.3; O Evangelho Árabe da Infância 9-13) e na segunda vez por três anos (O Evangelho Árabe da Infância, capítulo 25).

·         Peregrinação antes da volta para Israel;

No livro O Evangelho Árabe da Infância mostra que José, Maria e Jesus foram para o Egito, depois andaram por desertos e cidades e regressaram novamente ao Egito.

·         Volta de Jesus para a Judeia;

Em abril de 4 a.C., morreu Herodes e, Arquelau, seu filho, começou a governar em seu lugar.

·         Ida para a Galileia, cidade de Nazaré.

Os pais de Maria eram da Galileia. No tempo do governo de Arquelau, voltou José para Canaã para viver na Galileia, na cidade de Nazaré (Mateus 2. 22-23).

 

O Ano da morte de Jesus Cristo

          Na profecia do livro de Daniel sobre as setenta semanas, mostra que Jesus “já não estava mais”, ou seja, já tinha morrido no ano de 38 d.C.; mas não nos dar um tempo exato da morte de Cristo. Não conheço um texto claro sobre o ano exato da morte de Jesus, porém existe, em livro apócrifo, um texto que pode indicar profeticamente com quantos anos morreu Jesus Cristo.

          Sabemos que a história do sacrifício que Abraão ia fazer de seu filho Isaque é uma profecia para o sacrifício, a crucificação, de Jesus. Muitas das narrativas da história do sacrifício de Isaque são conotações proféticas sobre a crucificação de Cristo. No Livro de Jasar 22.41-44, 53 e 24.1, fala que Isaque tinha 37 anos no momento que Abraão preparava seu filho como sacrifício; isso seria uma alusão quanto a idade de Jesus durante a crucificação? Acredito que Jesus foi crucificado com 37 anos de idade, fazendo assim se cumprir a profecia do sacrifício de Isaque; pois, a menção da idade de Isaque, em ocasião de sacrifício, similar ao que ocorreu com Jesus, tem propósito profético e indicativo de idade de ambos.

          Se Jesus nasceu em nisã de 11 a.C. e morreu com 37 anos, logo, Jesus Cristo morreu em nisã de 26 d.C. Agora temos uma possível data da morte de Jesus.

 

Tempo de ministério de Jesus Cristo

          Depois de ir ao templo com 12 anos de idade, Jesus começou a esconder os seus segredos e seus mistérios até que completou 30 anos, quando tinha seu Pai revelado publicamente, às margens do Jordão, sua missão, na ocasião em que foi batizado por João Batista (Evangelho Árabe da Infância 53).

“Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao

começar o seu ministério”.

(Lucas 3.23)

          Vemos uma lacuna nos textos quanto ao tempo exato que Jesus foi batizado por João, mas notamos que Jesus começou seu ministério após completar seus 30 anos de idade. Talvez, João Batista foi assassinado no ano 18 d.C., antes de Arquelau morrer: de acordo com o livro de “A História de José, o Carpinteiro” capítulo 8.1, mostra que Arquelau teve participação na morte de João Batista. Historicamente falando, pouco se sabe da vida de Arquelau após seu exílio; relatos sugerem que Arquelau morreu na Gália, outros afirmam que Herodes Arquelau voltou para a Judeia e viveu uma vida tranquila e discreta.

          O importante sobre Jesus começar a ministrar com 30 anos de idade e, de acordo com o que temos sobre o ano da morte de Jesus, morrer aos 37 anos de idade é notar que este tempo é semelhante ao tempo dado de reino das trevas de Satanás, quase 7 anos. Observamos que Jesus e Satanás têm o mesmo tempo de ministério. A diferença é que Jesus começou com 30 anos, na flor da idade, não quis viver muito tempo neste mundo; já Satanás, agora conhecendo ele, começou em sua velhice, aos 72 anos, após aproveitar tudo deste mundo e se deitar com várias mulheres. Então, Satanás será morto por Jesus quando tiver 78 anos. Satanás quis aproveitar o mundo antes de começar a destruir o ser humano. O diabo começou seu ministério em 2020 e acabará em março de 2027, é um ministério de morte.

 

O Banquete do Reino Milenar

          No livro de “A história de José, o Carpinteiro”, mostra que o banquete do reino milenar, uma comemoração do início do reino de Jesus, seria entre março de 2026 (nisã de 2026) até adar II de 2027 (um mês antes para completar 2001 anos das falas de Jesus contidas no livro).

          Neste livro, Jesus está no monte das Oliveiras, na ocasião era um dos seus últimos feitos, faltava pouco para ser crucificado, como mostram os evangelhos, logo, era o ano 26 d.C., o ano de sua morte, como temos idealizado, quando Jesus falava para seus discípulos (capítulo 1.1):

Capítulo 26.1:

          Nesta passagem Jesus fala aos discípulos as bênçãos que foi dado ao corpo de José e cita, aos discípulos, que o corpo de José ficaria preservado até “o dia do convite dos 2 mil anos”.

          Observamos, pela fala de Jesus, que ele menciona um dia de convite que aconteceria em dois mil anos. Vemos que do dia da fala de Jesus, no mês de nisã de 26 d.C., contados 2 mil anos, haverá um “convite”. Que convite é este?

          Em outra passagem podemos perceber que tipo de convite está falando Jesus:

Capítulo 26.4:

          “Este versículo fala de um convite para o banquete dos mil anos”.

          Através deste versículo conseguimos identificar que tipo de convite está falando o versículo 1 deste mesmo capítulo. Este texto fala do convite para um banquete profético que aconteceria dentro do reinado de Jesus, as profecias falam de mil anos de reinado, como diz o próprio versículo 4.

          Por conta destes textos, compreendemos que as teorias quanto a volta de Jesus para o mês de março de 2027 estão corretas; pois do mês de nisã de 26 d.C. até o mês de adar II de 2027 (que corresponde no calendário ao mês de março de 2027), que é o tempo do começo do reinado de Jesus, têm passados 2000 anos e alguns meses. Vemos por meio do livro, “A história de José, o Carpinteiro”, que Jesus está anunciando o tempo exato do banquete de comemoração para o seu reino milenar, é as bodas de Cristo, que seria 2000 anos após as falas de Jesus registradas nos textos.

O mês em que Jesus se torna Rei

“No mês de adar, Jesus se reuniu com as crianças,

quando ainda menino, e se colocou como seu rei e,

os transeuntes, à força, tinham que adorar o rei Jesus”.

(O Evangelho Árabe da Infância 40)

          Esta passagem, contida em um livro escrito pelos primeiros cristãos, é totalmente profética. Na circunstância, Jesus era criança e praticaram o que aconteceria em momentos do fim, por meio de uma brincadeira.

          Vamos analisar o texto:

·         No mês de adar = Adar é o último mês do calendário judaico. Por que o autor deu referência do mês em que as crianças fazem de Jesus seu rei? Foi falado o mês não por acaso, pois este cenário que montaram é uma profecia e mostra que Jesus Cristo será posto como rei em um mês de adar no período do fim. Muitas profecias estão indicando que o reino de Jesus começa em 10 de adar II de 5787, que corresponde, em nosso calendário, ao dia 19 de março de 2027.

          Você observou que o mês das profecias que dizem que o reino de Jesus é o adar II? Isto acontece devido não ter o mês de adar II na época em que foi escrito o livro “O Evangelho Árabe da Infância”. Quando criaram o mês de adar II combinaram que todas as festas, as datas comemorativas do mês de adar, seriam cumpridas no mês de adar II, fazendo de adar II o mês original de adar. O ano de 2027 haverá o mês de adar II, fazendo deste o verdadeiro mês de adar.

·         quando ainda menino = As crianças terem colocado Jesus como rei quando ainda era menino faz lembrar uma grande profecia de que fala que Jesus desce para seu reino como um jovem (IV Esdras 2.43, 46-47). De acordo com o livro “O Evangelho Árabe da Infância”, esta brincadeira aconteceu quando Jesus morava em Nazaré. Se colocarmos uma data, como comparação do que conhecemos da trajetória de Jesus, o ano 4 a.C., após o mês de abril, pois foi o mês que morreu Herodes, o Grande, talvez, foi o ano que saíram do Egito; no ano 4 a.C., Jesus tinha 7 anos de idade. Quando saíram do Egito foram morar na Galileia, em Nazaré. Vamos agora imaginar que, Jesus e as crianças, estavam brincando em Nazaré no ano 2 a.C., neste ano Jesus tinha 9 anos de idade. Se as crianças colocaram Jesus como seu rei quando ele tinha 9 anos de idade, isso é muito sério e maravilhoso quando conhecemos as profecias! Pois de acordo com várias profecias que tenho apresentado em outros artigos, Jesus “nasceu” novamente em 23 de setembro de 2017, e ao descer em 19 de março de 2027, para ser coroado, Jesus desce com 9 anos de idade! Estas convergências textuais entre vários manuscritos são maravilhosas, impressionantes! Estou atônito, abismado por causa de tamanhas coincidências. Confira o que foi escrito em meu artigo: “Sinais da Volta de Jesus”, em que mostro que o texto de um “segundo nascimento” de Jesus, descrito em Apocalipse 12.1-2, cumpriu-se, aconteceu em 2017!

          É nítido que o texto de O Evangelho Árabe da Infância, capítulo 40, não é apenas uma história da infância de Jesus, é também uma profecia para o início do reino milenar de Jesus Cristo.

·         e, os transeuntes, à força, tinham que adorar o rei Jesus = As profecias mostram que o reino é tomado. Logo, Jesus só passa a ser rei pelo fato de tomar o mundo de seus inimigos e os povos terem que adorar Jesus à força. Mais uma vez vemos que, por completo, o texto é profético e tem várias indicações dos fatos apocalípticos. Então, o texto reforça que pessoas terão que adorar Jesus, o mundo se submeterá ao novo Rei, Jesus Cristo, em momentos do fim.

 

Conclusão

          Mais uma vez são apresentadas grandes evidências de que estamos no tempo do fim e que as Escrituras se mostram confiáveis no direcionamento de salvação e livramento das armadilhas colocadas por Satanás em seu reino. Presenciamos as armadilhas postas por Satanás, como alertavam as Escrituras, e muitos se esquivaram das setas do maligno devido às orientações da Bíblia. Os Textos Sagrados estão se cumprindo e consegui, até que enfim, mostrar claramente o ano e o mês do início do reinado de Jesus Cristo sobre a terra. Amém.

 

Autor: Diego Franco Facundo

Brasil, 23 de outubro de 2024 (21 de tishrey de 5785)

 

REFERÊNCIAS:

FRANCO FACUNDO, Diego. O apocalipse começou em 2020 e acaba em 2027. 2024.

FRANCO FACUNDO, Diego. O grande terremoto, a correlação do dilúvio com as mortes dos marcados pela besta e a descida de Jesus Cristo. 2024.

FRANCO FACUNDO, Diego. Sinais da Volta de Jesus. 2023.

sábado, 15 de junho de 2024

A Grande Tribulação

 

A Grande Tribulação

          A grande tribulação, de acordo com a Bíblia, é o ato de o anticristo ir visitar Israel e atacar o povo de modo que elimine grande parte dos judeus. Apenas este ataque em Israel é a grande tribulação que está dentro do período dos sete anos de reinado de Satanás, o reinado das trevas. Estes sete anos de trevas também abrangem o que a Bíblia chama de o Dia do SENHOR, por ser um tempo em que Deus pune a terra com várias calamidades. Sendo assim, apenas os judeus residentes em Israel passarão pela grande tribulação.

          A grande dúvida é: quando será a grande tribulação? O anticristo vigente até setembro de 2024 (talvez, até o dia 2 de elul de 5784, no calendário hebraico [5 de setembro de 2024]) tem como representação figurada histórica o rei Nabucodonosor II que destruiu Judá e o templo de Salomão em 10 de av de 586 a.C. Com isso, este anticristo, mesmo que falte pouco para o fim de seu mandato, tem forte ligação profética para ser o responsável pela destruição de Israel atualmente.

          Agora, no dia 21 de junho de 2024, no calendário judaico 15 de sivan de 5784, completarão 1300 dias de reino das trevas, ou seja, faltarão apenas 1000 dias para o fim do reinado de Satanás na terra; o diabo e os demônios estão angustiados, pois se aproxima o fim do mal sobre a terra.

          Além do anticristo que reina sobre o mundo no momento, haverá ainda mais três que sucederão ao cargo até 2027. Qualquer um dos quatro anticristos que sucederem ao poder poderão ser o responsável pela grande tribulação, mas acredito que este anticristo, que fica até setembro de 2024, será o que vai a Israel aniquilar o povo por causa da indicação histórica e profética de Nabucodonosor.

          Existe uma grande coincidência no dia 10 de av, que é o dia que o rei babilônico, Nabucodonosor, destruiu Judá, pois neste mesmo dia os romanos destruíram Jerusalém e além disso, o templo de Herodes, segundo o historiador de época, Flávio Josefo, era consumido em chamas no ano 70 d.C. Devido a tudo isto, este dia 10 de av tem que ser temido, pois a grande tribulação pode recair neste dia.

          Se este demônio atual, o anticristo, tem como representante histórico o rei Nabucodonosor, ele pode repetir o feito do imperador babilônico no mesmo dia, em 10 de av de 5784, que no calendário gregoriano cai no dia 14 de agosto de 2024. Então, a grande tribulação pode ocorrer neste dia trazendo grande coincidência com ocorridos do passado, entrando em uma sincronia histórica cujo indicador de ocorrência de destruição de Israel seria o dia 10 de av.

          Sabemos, por via de texto, que a grande tribulação ocorrerá antes dos últimos sinais para a descida de Jesus Cristo; antes do sol se escurecer (eclipse solar), 6 de fevereiro de 2027, e antes de um eclipse lunar, 20 e 21 de fevereiro de 2027 (Marcos 13.24-26).

          Existem outros grandes fatores que fazem do dia 10 de av de 5784 como a maior possibilidade para a execução do anticristo vigente cumprir a grande tribulação. Irei descrever uma ordem cronológica que nos indica grande probabilidade para ser agora no dia 14 de agosto de 2024, o próximo dia 10 de av, a grande tribulação:

1.       O anticristo que governa entre 5 de setembro de 2023 até setembro de 2024 é representado historicamente pelo rei babilônico Nabucodonosor II (Daniel 2.29-45).

2.       Atualmente Israel está em guerra contra algumas nações.

3.       As duas vezes que Judá foi destruído na história ocorreram no dia 10 de av.

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Figura 1 Calendário hebraico

4.       Terão que se cumprir as profecias:

“Portanto, eis que virão dias, diz o SENHOR, em que já não se chamará Tofete, nem vale do filho de Hinom, mas o vale da Matança; os mortos serão enterrados em Tofete por não haver outro lugar”.

(Jeremias 7.32)

          Esta profecia de Jeremias é referente aos mortos pelo ataque sofrido aos judeus na grande tribulação.

          Outras profecias sobre a grande tribulação são as dos livros de Zacarias e de Mateus:

“Eis que vem o Dia do SENHOR, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres, forçadas; metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será expulso da cidade”.

(Zacarias 14.1-2)

“Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados. Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem. Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.”.

(Mateus 24.15-28)

          Vemos na narração do livro de Mateus sobre a grande tribulação que para haver o ataque a Israel é apenas necessário estar lá o anticristo. Logo, se for anunciado a ida do anticristo para Israel, fujão! Nas profecias não falam que é o anticristo que ataca, mas vemos que o anticristo é o agouro necessário para a destruição de Israel.

          Os evangelhos sinóticos trazem: “Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo”. Este tempo de infortúnios, angústias e perseguições se encurtaram para o fim; faltam poucos dias para a descida de Jesus Cristo.

          Vemos no Livro de Jasar que Ninrode, uma figura histórica do anticristo, desejava a eliminação de Abraão, pois seria a descendência de Abraão que acabaria com o seu império do mal. Figuradamente, o livro está nos passando que o anticristo anseia pela destruição dos judeus.

5.       Por volta de setembro de 2024, elul de 5784, no calendário judaico, entrará o segundo anticristo.

6.       No dia 1 de tishrey de 5785, que no calendário solar corresponde ao dia 3 de outubro de 2024, é a festa de recordação de aclamação, conhecida entre os judeus como Rosh Hashaná, é o “Ano-Novo Judaico”. É o primeiro dia do ano para os judeus, um dia para pensar em seu futuro e em seus erros do passado.

7.       No dia 10 de tishrey de 5785 (12 de outubro de 2024) é a Festa da Expiação (יום כפר, Yom Kipur, Dia da Expiação). Yom Kipur é uma festa religiosa descrita na Torá, na Bíblia, é um dia para afligir a alma pelos seus pecados.

          Este dia de expiação os judeus irão pensar em seus erros e em Jesus Cristo:

“Capítulo 12.10 Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.

11 Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom no vale de Megido.

12 E a terra pranteará, cada família à parte: a família da casa de Davi à parte, e suas mulheres à parte; e a família da casa de Natã à parte, e suas mulheres à parte;

13 A família da casa de Levi à parte, e suas mulheres à parte; a família de Simei à parte, e suas mulheres à parte.

14 Todas as mais famílias remanescentes, cada família à parte, e suas mulheres à parte.

Capítulo 13.1

Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi, e para os habitantes de Jerusalém, para purificação do pecado e da imundícia”.

Zacarias 12.10-13.1

          Os judeus se converterão e lamentarão muito por terem matado o seu Deus, o יהוה, que é Jesus Cristo. Neste dia Deus dará grande graça ao seu povo. Orem por misericórdia de Deus para convosco!

8.       No dia 15-21 de tishrey de 5785 (17-23 de outubro de 2024), haverá a Festa das Cabanas em que por sete dias habitarão em tendas de ramos.

          Os judeus exilados, nestes dias, pensarão em um quarto êxodo.

9.       De acordo com o livro de Apocalipse de Tomé, entre os dias 7-22 de cheshvan de 5785 (8-23 de novembro de 2024), acontecerá um grande terremoto na terra inteira.

          O motivo para o terremoto será uma ação de Deus contra a marca da besta e contra a perseguição aos judeus fazendo se cumprir uma história profética descrita no livro de III Macabeus 4.15-21. Este terremoto e outras ações de Deus entram em conotação com o texto de III Macabeus, são atos para proteção aos judeus por 40 dias que abrangem no calendário de 16 de cheshvan de 5785 (o último dia do tempo dos “gibboriym” de três anos e dez dias de vida para arrependimento) até 25 de kislev de 5785 (de 17 de novembro até 26 de dezembro do ano de 2024).          

10.       Chega o dia 17 cheshvan de 5785 (18 de novembro de 2024), foi neste mesmo dia que houve no passado o dilúvio.

          Neste dia iniciará novamente um “novo dilúvio” em veneno no corpo dos “novos gibboriym” por 360 dias de morte entre os marcados pela besta. A terra começará a ser desolada.

11.       No dia 25 de kislev de 5785 (26 de dezembro de 2024) será proibida a marca da besta.

          No dia 25 de kislev de 164 a.C., completavam três anos e dez dias em que o templo de Zorobabel havia sido profanado por Antíoco IV Epifânio. Neste mesmo dia o templo de Deus foi purificado e ficou livre da abominação desoladora colocada por Antíoco IV (I Macabeus 4.52-58; 6.7; II Macabeus 2.16-18).

          Novamente vemos a história se repetindo ao ficarmos livres da nova abominação desoladora que é a marca da besta em um dia 25 de kislev. Sabemos que a história da marca da besta iniciou no dia 9 de novembro de 2020 (como falaram: “O grande dia para a ciência e para a humanidade”) e contou 365 dias de marcação até chegar ao dia 9 de novembro de 2021, que foi o dia que a ONU colocou exposta a imagem da besta descrita nos livros de Daniel e Apocalipse. A partir do dia 9 de novembro de 2021 foram contados três anos e dez dias de tempo para os marcados (é o mesmo tempo da abominação desoladora sobre a Casa de Deus na época de Antíoco IV). O final do tempo dos marcados pela besta, seus três anos e dez dias, deu-se no dia 17 de novembro de 2024 (16 de cheshvan de 5785), com isso, dando início, no dia posterior, ao novo dilúvio, como aconteceu no passado em que Deus deu um tempo de vida para os povos pré-diluvianos de 120 anos. Este tempo de três anos e dez dias é curto devido ser breve o tempo de reinado de Satanás.

          Ao terminar os três anos e dez dias é contado mais 40 dias. Estes 40 dias são um tempo similar com a história do livro de III Macabeus que conta que o imperador Ptolomeu IV Filópator, no século III a.C., perseguiu ao extremo os judeus para prender e marcar seu corpo em fogo com um símbolo do deus Dionísio, uma folha de hera. Quando terminou este tempo de 40 dias, na época de Ptolomeu IV, foi cessado a marcação dos judeus por providência de Deus (III Macabeus 4.15-21).

          Contados os 40 dias a partir de 16 de cheshvan de 5785 (17 de novembro de 2024), terminará exatamente no dia 25 de kislev de 5785 (26 de dezembro de 2024); novamente, por providência de Deus, será cessado a marcação da marca da besta contra o seu povo.

          Neste dia o desejo dos judeus para que Deus os reúna se aflorará (II Macabeus 2.16-18).

12.       Após o dia 25 de kislev de 5785, talvez no mês de adar, os dois mártires começam a se distinguir entre o povo judeu (III Macabeus 6.18).

13.   Os judeus voltam para Israel:

“Assim diz o Senhor dos exércitos: Naquele dia sucederá que dez homens, de nações de todas as línguas, pegarão na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco”.

(Zacarias 8.23)

“Naquele dia o Senhor tornará a estender a sua mão para adquirir outra vez e resto do seu povo, que for deixado, da Assíria, do Egito, de Patros, da Etiópia, de Elão, de Sinar, de Hamate, e das ilhas de mar. Levantará um pendão entre as nações e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra”.

(Isaías 11.11-12)

“Acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor,

será estabelecido como o mais alto dos montes e se elevará por cima dos outeiros;

e concorrerão a ele todas as nações. Irão muitos povos, e dirão:

Vinde, e subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó,

para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas;

porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor”.

(Isaías 2.2-3)

          Amém.

 

Autor: Diego Franco Facundo

Brasil, 15 de junho de 2024

REFERÊNCIAS:

FRANCO FACUNDO, Diego. O apocalipse começou em 2020 e acaba em 2027. 2024.

FRANCO FACUNDO, Diego. O grande terremoto, a correlação do dilúvio com as mortes dos marcados pela besta e a descida de Jesus Cristo. 2024


 

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