Confissão de Fé
Confissão Libertária
Hoje, 18 de junho de 2023, eu, Diego Franco Facundo, vi-me na necessidade de apresentar para o mundo minha fé e reunir uma igreja que tenha o mesmo pensamento e desejo de reconhecimento de nossa religião e crença. Esta confissão de fé pertence a todos que estão de acordo com os termos aqui descritos.
Foi tomado como base a Confissão Belga que foi criada no ano de 1561 d.C., na Holanda, por seu principal autor o Guido de Brès.
Artigo I
O único Deus
Cremos que há um só Deus, o Uno da Santíssima Trindade. Ou seja, acreditamos no Deus Pai, Deus Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo.
Artigo II
Como conhecemos Deus?
Conhecemos Deus unicamente pela sagrada e divina Palavra, a Bíblia, que é a base plena no saber de Deus.
Artigo III
A palavra de Deus
A palavra de Deus está em um livro (a Bíblia) que é exortativo, educacional e é para nós o manual para a vida. A palavra de Deus não é um livro científico e nem pertence a todos (pessoas que negam e não aceitam os ensinos bíblicos não estão inseridas na posse da palavra que foi sempre reservada para os que creem e aceitam as Escrituras). A Bíblia pertence apenas as pessoas que observam (no sentido de cumprir) e guardam (no sentido de zelar) as Escrituras.
Artigo IV
Os livros canônicos
O conjunto de livros canônicos denominamos de Bíblia.
A Sagrada
Escritura consiste de dois volumes: O Antigo e o Novo Testamento, que são
canônicos e não podem ser contraditos de forma alguma. A Igreja de Deus
reconhece a lista seguinte:
1. Os livros do Antigo Testamento:
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio (os cinco livros de Moisés);
Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias,
Ester, Jó, Salmos, Provérbios,
Eclesiastes, Cantares; Isaías, Jeremias (com Lamentações), Ezequiel, Daniel (os
quatro profetas maiores); Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum,
Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias (os doze profetas menores);
2. Os livros do Novo Testamento:
Mateus, Marcos, Lucas, João (os quatro evangelistas); Atos dos Apóstolos;
Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2
Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom (as treze epístolas do apóstolo
Paulo); Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse.
Livros considerados apócrifos (somente os escritos até o século III d. C.) não serão julgados, pois se houve erro ou acerto na canonização dos livros não vamos entrar neste julgamento pois a Bíblia já nos é o suficiente para o conhecimento de Deus.
Livros apócrifos poderão ser citados e lidos desde que não haja uma apologia contrária a Bíblia: eles não podem apresentar contradição com as Escrituras (a Bíblia). Ou seja, se houver uma contradição de um texto para o outro ficaremos apenas com o que diz a Bíblia. Na dúvida de possíveis dualidades textuais ficaremos crendo apenas no que diz as Escrituras.
Artigo V
A autoridade da Sagrada Escritura
Cremos nos relatos dos testemunhos escritos na Bíblia. A Bíblia é um livro antigo, histórico e passa várias culturas que acontecia no passado, sendo assim, cada letra e frase deve ser preservada e inalterada dos manuscritos antigos. A palavra de Deus é um patrimônio histórico e sua tradução é livre (desde que o estudo etimológico esteja ligado na origem do significado da palavra), pois as inscrições estão estabelecidas já em tempos antigos.
Nós da congregação em Cristo devemos obedecer em tudo a palavra de Deus. Sendo assim, a organização social e legislativa humana tem que se adequar para respeitar e garantir o direito individual que temos, pois nascemos em Cristo Jesus para a obediência e a prática de nossa fé (autoridades do mundo devem respeitar a nossa liberdade religiosa).
Se o nosso pensar e agir está na Bíblia, logo quem nos governa e possui nosso corpo é o autor e dono das Escrituras, Deus, somente Deus. A nossa fé é o pilar, o fundamento de nossa vida, se o homem não respeita a nossa fé, é retirado o que sustenta a nossa consciência, trazendo uma desordem psicológica e corporal em nossas vidas que vai convergir, dirigir, uma destruição na consciência e no corpo, ou seja, se não respeitarem o que cremos somos destruídos em todos os âmbitos da vida, nos matariam.
Artigo VI
A diferença entre os livros canônicos e os livros apócrifos
Distinguimos estes livros sagrados dos livros apócrifos que são os seguintes: 3 e 4 Esdras, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, os Acréscimos ao livro de Ester e Daniel, a Oração de Manassés e 1 e 2 Macabeus.
A igreja pode, sim, ler estes livros e tirar deles ensino, na medida em que concordem com os livros canônicos.
Artigo VII
A Sagrada Escritura: perfeita e completa
Cremos que a Sagrada Escritura contém perfeitamente a vontade de Deus e suficientemente ensina tudo o que o homem deve crer para ser salvo [1]. Nela, Deus descreveu, por extenso, toda a maneira de lhe servir. Por isso, não é lícito aos homens, mesmo que fossem apóstolos "ou um anjo vindo do céu", conforme diz o apóstolo Paulo (Gálatas 1:8), ensinarem outra doutrina, senão aquela da Sagrada Escritura [2]. É proibido "acrescentar algo na Palavra de Deus ou tirar algo dela" [3] (Deuteronômio 12:32; Apocalipse 22:18,19). Assim se mostra claramente que sua doutrina é perfeitíssima e, em todos os sentidos, completa [4].
Não se pode igualar escritos de homens, por mais santos que fossem os autores, às Escrituras divinas. Nem se pode igualar à verdade de Deus costumes, opiniões da maioria, instituições antigas, sucessão de tempos ou de pessoas, ou concílios, decretos ou resoluções [5]. Pois a verdade está acima de tudo e todos os homens são mentirosos (Salmo 116:11), "mais leves que a vaidade" (Salmo 62:9) e não se pode confiar nos homens. Por isso, rejeitamos, de todo o coração, tudo que não está de acordo com esta regra infalível [6], conforme os apóstolos nos ensinaram: "Provai os espíritos se procedem de Deus" (l João 4:1), e: "Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa" (2 João :10).
1 2Tm 3:16,17; 1Pe 1:10-12. 2 1Co 15:2; 1Tm 1:3. 3 Dt 4:2; Pv
30:6; At 26:22; 1Co 4:6. 4 Sl 19:7; Jo 15:15; At 18:28; At 20:27;
Rm 15:4. 5 Mc 7:7-9; At 4:19; Cl 2:8; 1Jo 2:19. 6 Dt 4:5,6; Is 8:20;
1Co 3:11; Ef 4:4-6; 2Ts 2:2; 2Tm 3:14,15.
Artigo VIII
A trindade: um só Deus, três pessoas
Conforme esta verdade e esta palavra de Deus, cremos em um só Deus [1], que é um único ser, em que há três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo [2]. Estas são, realmente e desde a eternidade, distintas conforme os atributos próprios de cada Pessoa.
O Pai é a causa, a origem e o princípio de todas as coisas visíveis e invisíveis [3]. O Filho é o Verbo, a sabedoria e a imagem do Pai [4]. O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é a eterna força e o poder [5]. Esta distinção não significa que Deus está dividido em três. Pois a Sagrada Escritura nos ensina que cada um destes três, o Pai e o Filho e o Espírito Santo, tem sua própria existência, distinta por seus atributos, de tal maneira, porém, que estas três pessoas são um só Deus. É claro, então, que o Pai não é o Filho e que o Filho não é o Pai; que, também, o Espírito Santo não é o Pai ou o Filho.
Entretanto, estas Pessoas, assim distintas, não são divididas nem confundidas entre si. Porque somente o Filho se tornou homem, não o Pai ou o Espírito Santo. O Pai jamais existiu sem seu Filho [6] e sem seu Espírito Santo, pois todos os três têm igual eternidade, no mesmo ser. Os três são um só em verdade, em poder, em bondade e em misericórdia.
1 1Co 8:4-6. 2 Mc 3:16,17; Mt 28:19. 3 Ef 3:14,15. 4 Pv 8:22-31;
Jo 1:14; Jo 5:17-26; 1Co 1:24; Cl 1:15-20; Hb 1:3; Ap 19:13. 5 Jo
15:26. 6 Mq 5:1; Jo 1:1,2.
Artigo IX
Jesus Cristo é Deus
Cremos que Jesus Cristo é o Filho Amado de Deus, não somente desde que assumiu a forma humana, mas desde a eternidade, pois Jesus existia antes de vim para a terra. Jesus é Deus.
Artigo X
A criação do mundo
Cremos que Deus Pai e Jesus fizeram as criaturas da terra (animais e todos os outros seres) para servirem e serem útil (são recursos para o trabalho e o alimento) ao homem que os governam.
Deus fez os animais da terra para a alimentação e para a garantia da sobrevivência da raça humana. O animal deve prestar serviços cabíveis de sua natureza e estar pronto para servir de alimento.
Artigo XI
Textos inalteráveis
Respeitamos e conservamos os julgamentos de Deus e toda a sua vontade. Assim sendo, conservamos e preservamos toda a Palavra de Deus e não aceitamos mudanças textuais por vontade humana, pois em primeiro lugar vem a vontade de Deus.
Contentamo-nos em ser discípulos de Cristo para aprender somente o que ele nos ensina na sua Palavra, sem ultrapassar os limites de sua doutrina (não seguimos doutrinas humanas). Com isso, temos uma consciência voltada para Deus e não podemos seguir e nem pronunciar algo que fira nossa consciência (tudo que não podemos falar e praticar é contra a nossa consciência), pois ir contra a mente e nossos princípios é prejudicial para o corpo e para a saúde mental. O peso de consciência pode trazer problemas corporais e mentais e para nossa legítima defesa devemos falar e agir segundo o que está em nossos corações para que não haja um desequilíbrio emocional e corporal trazendo morbidades para o corpo.
Então o ato de autoridades e pessoas respeitarem a nossa fé é confirmar o direito de sermos livres como homens e mulheres do credo em comum que anseiam como todo ser humano em possuir seu direito individual (liberdade deve ser um direito universal proposto por nações justas e democráticas de direito).
Artigo XII
A criação do homem
Cremos que Deus criou o homem e o fez conforme sua imagem e semelhança. Se o homem veio de Deus e é sua semelhança, logo não podemos ser submissos a outras pessoas que veio ao mundo como todo ser humano veio:
1. O homem nasce livre com seus direitos individuais;
2. Todo homem governa a si mesmo, os animais e as suas possessões;
3. Nenhum homem é dono de outro homem;
4. Nenhum homem tem o poder sobre o outro, pois Deus fez todos iguais, não sendo ninguém maior que o outro;
5. Todo homem é uma autoridade civil com direitos e deveres que constam nas leis humanas;
6. Todo homem é livre com direito de escolhas;
7. Temos o livre-arbítrio e o poder de posse sobre as coisas da terra;
8. Não aceitamos que outros homens tomem decisões por nós nas questões ideológicas e comportamentais;
9. Ninguém tem autoridade sobre o nosso corpo pois preservamos para Deus o estado natural do corpo;
9.1 Nosso corpo é a casa de Deus;
9.2 Ninguém pode profanar o nosso corpo;
9.3 Meu corpo, minhas regras;
9.4 Ninguém pode exigir que eu faça uso de alguma substância ou alguma alteração corporal;
9.5 Ninguém tem o poder de fazer incisões ou procedimentos médicos ou farmacêuticos contra a minha vontade;
9.6 Meu corpo deve ser respeitado e livre do homem;
9.7 A maior posse do cristão é o seu corpo;
9.8 Todo ser humano é possuidor de seu corpo e governa sobre ele;
9.9 Tenho o direito de escolher o que fazer com o meu corpo;
9.10 Ninguém pode alterar ou acrescentar algo em nosso corpo sem a vontade e a decisão do próprio sujeito dono do corpo;
9.11 Não somos animais para que o homem faça experiências, experimentos, conosco sem a nossa permissão;
9.12 Nenhum homem possui o corpo de outro e não tem o poder de governar o corpo de outro;
10. Substâncias e mudanças feitas pelo humano devem haver o consentimento de quem deseja receber;
11. Somos donos de nosso pensamento, nosso corpo e nosso governo;
12. Podemos tomar as nossas próprias decisões e julgamentos;
13. Tenho o direito de decidir na minha vida o que é bom e o que é ruim.
Cremos e conhecemos por meios empíricos (na observação da natureza e da história humana) que Deus fez o homem de forma perfeita e o ser humano não pode mudar e nem acrescentar algo em nosso corpo que possa melhorar o que foi feito por um ser superior que é Deus. Deus em sua onipotência e onisciência fez o humano de forma perfeita de modo que qualquer alteração deixa o perfeito de Deus. Reconhecemos por meios empíricos e históricos também a capacidade do corpo curar suas enfermidades sem a necessidade de coisas vindas do homem. Deus fez a raça humana para que subsista sem a necessidade de produtos farmacêuticos e outras coisas vindas do homem.
O HOMEM VIVE E EXISTE POR CAUSA DE SUA ORDEM PERFEITA DE SUA NATUREZA FEITA POR DEUS (COISAS FEITAS PELO HOMEM SÃO MEIOS HUMANOS PARA ALTERAR A NATUREZA). É de escolha de cada um se deve aceitar ou não substâncias e coisas vindas do homem, pois, a princípio, aceitamos apenas o que vem de Deus que foi feito de forma perfeita, verdadeira e natural da raça humana.
Conclusão:
Assim sendo, a primeira ordem ou lei que governa o homem é a lei de Deus (a lei de Deus é todos os ensinos e preceitos contidos na Bíblia que são cobrados para a prática e a observação do cristão) que é superior à segunda ordem ou lei que é as leis humanas. Então, nós somos regidos pelas leis humanas (exceto todo código e lei moral que contradiz os ensinos Bíblicos) para a ordem pública e social. Nestes termos confessamos que toda lei está acima dos homens para punir seus erros. Reconhecemos toda lei humana que não fira nossos direitos de crença e de fé. Nós cristãos seguimos primeiramente os ensinos e ordens bíblicas e, posteriormente, as leis humanas.
As leis (ensinos, mandamentos e preceitos) de Deus devem ser reconhecidas, pois somente assim respeitamos o livre-arbítrio, a liberdade e o direito do cristão; somente assim, respeitamos e aceitamos a religião, a fé e a crença do cristão. Todos devem respeitar e aceitar a liberdade religiosa.
Artigo XIII
O batismo
O batismo é um ato simbólico feito com a água para nos lavar de todos os nossos pecados e nos tornar a partir daí nova criatura, nascido em Cristo, se livrando de todo pecado já cometido. O nascimento do cristão é a partir do batismo, pois morremos para Cristo e nascemos novamente em Cristo sem os erros do passado. Depois do batismo não devemos mais estar no erro, devemos ser justos, seguindo a justiça, íntegros e perfeitos. O batismo não pode ser repetido porque não podemos nascer duas vezes em um mesmo mundo (nascemos no reino de Cristo ao sermos batizados).
Assim sendo, nascemos no mundo e morremos nele em espírito por Cristo na nossa conversão e, no batismo, nascemos em outro mundo, reino, que é o Reino de Deus aonde os maiores, as autoridades, são aqueles que mais servem.
Estando em Jesus somos lavados e purificados por Ele constantemente.
Não podemos negar o batismo para ninguém, pois estaríamos fechando as portas do Reino dos Céus. Todavia, para ser batizado tem que se converter para Cristo, entrar na Nova Aliança, morrendo para o mundo em espírito e entrando com o batismo para o Reino de Deus aonde devo fazer segundo a vontade do maior deste reino que é Jesus em Deus Pai.
Na Velha Aliança o reino era Israel e as pessoas entravam na aliança de Deus e no reino por meio da circuncisão da carne após oito dias de nascido ou após gentios (os não hebreus) se converterem ao reino e fazer a circuncisão da carne. Por raciocínios de semelhanças e pela Bíblia que não descreve a idade suficiente para ser batizado declaro lícito e aceito a entrada de criança na Nova Aliança e no Reino de Deus pois podem ser batizadas a partir de oito dias de nascidas.
Todo homem dentro do Reino de Deus é autoridade não apenas para pregar o evangelho como também pode abrir as portas do reino para novos membros com o batismo em Cristo. Todo membro da congregação pode batizar, pois o batismo é o abrir das portas do Reino dos Céus para o homem. No Novo Testamento vemos que todos os convertidos pregavam e batizavam após receberem o sacramento do batismo. Também observamos que o batismo era dado por imediato após a pessoa aceitar Jesus Cristo. Devemos batizar uma pessoa logo que ela se converte e tem o desejo de estar na congregação do Reino de Deus, a pessoa tem que desejar o batismo sabendo o que ele é.
Artigo XIV
Céu e inferno
Cremos que os convertidos e batizados quando mortos na terra são salvos por seu Senhor Jesus Cristo que os levam para um mundo melhor que a terra. Isso acontece com quem está com Jesus e crê nele. Já quem não tem nada com Jesus após sua morte vai continuar sem ter nada com Cristo. Usamos o termo inferno para designar o lugar que vai as pessoas que não tem nada com Jesus Cristo, pois para nós um lugar que não está nosso Senhor é ruim. Observamos o exemplo da terra que tem suas dificuldades e pode aparecer situações ruins, com isso acreditamos numa promessa de Jesus de nos levarmos para um lugar melhor.
Artigo XV
O reino dos cristãos
Confessamos que o Reino de Deus iniciou a partir de João Batista (Mt 11.11-13) e está de portas abertas para quem deseja entrar e revigora para sempre pois é aliança perpétua. Cremos que fazemos parte deste reino a partir do momento que nos batizamos em Cristo pelas águas. Nosso reino tem uma hierarquia e organização diferente das dos homens da terra pois as autoridades que estão no nosso topo hierárquico são aqueles que servem mais para Cristo e para os homens daqui da terra. Jesus em Deus Pai estão no cume da hierarquia, da pirâmide social, do Reino de Deus.
Portanto, cremos que o Reino de Deus está em nós, nos cristãos, e este reino é nossa nação que é regido pelo rei Jesus Cristo e organizado pela sua Palavra que é a Bíblia. Defendemos o nosso reino e seus templos que são nossos corpos e respeitamos nossas autoridades. Todos nós somos regidos pela verdade e a justiça descritas na bíblia.
Nossas autoridades da terra, pois o nosso reino abrange o mundo físico e espiritual, podem julgar uma causa e denunciar possíveis injustiças, perseguições e abusos dos homens contra a nossa nação (contra a nossa fé, religião e templo [corpo]).
Confessamos que nosso imperador é Jesus Cristo que ressuscitou dentre os mortos e está sentado na direita de Deus Pai. Nosso imperador, rei, Jesus Cristo, é dono de cada homem que confessa ser cristão.
Cada membro e autoridade da congregação em Jesus Cristo tem o poder de identificar e seguir o Cristo verdadeiro segundo a sua consciência. Logo, se aparecer alguém dizendo ser Jesus Cristo fica a critério de cada um se vai seguir ou não a pessoa que se diz ser Jesus Cristo. Cada membro pode reconhecer um falso Jesus Cristo.
Falsos profetas, falsos membros e falsos cristos (messias, Jesus falso) não terão autoridades sobre nós e nem participação no Reino de Deus.
Artigo XVI
Quem é cristão?
É cristão quem se converte a Jesus Cristo. Não conhecemos a total aceitação de Jesus e suas indulgências! Logo, não podemos julgar o estado de pessoas estarem no Reino de Deus. Pode haver um membro que não conhecemos? Talvez, não sabemos. Todo julgamento de salvação cabe ao nosso juiz, Jesus Cristo.
Porém, mediante ao reconhecimento humano, seguimos as orientações da Bíblia e reconhecemos como cristãos apenas aqueles convertidos, confesso, e batizados pelas águas em Jesus Cristo.
Artigo XVII
O Justo Jesus
Jesus quando se fez em carne como homem, embora sendo Deus, foi justo, falava verdades que sentia em seu coração e palavras recebidas do seu Pai, que é Deus. Jesus nunca errou e nem pecou. Jesus foi preso injustamente e condenado à morte sem haver culpa Nele.
Jesus morreu em um ato de sacrifício para a remissão dos pecados dos cristãos com Seu sangue. O sangue de Cristo, para a retirada do pecado, serve apenas para os que se voltam na conversão e penitência para com Jesus Cristo; pois todo sacrifício de remissão de pecado serve para o que oferece algo para Deus. O cristão oferece a confissão, o arrependimento e a oração como atos agradáveis para Deus.
Jesus é o sumo sacerdote eterno e se fez como o último sacrifício para a remissão de pecados para todos. Jesus Cristo é suficiente para remissão de pecado e salvação.
Artigo XVIII
Natureza do homem
Os homens podem ser maus quando desejam; como fala a bíblia: Maldito o homem que confia em outro homem. Com isso, não confiamos no que vem da raça humana. Tudo que vem da raça humana deve ser analisado com o direito de recusa para a minha própria segurança. Meu direito de aceitação e recusa traz a comodidade e a segurança de consciência, pois sabemos que se houver imposição humana, negações de direitos, sou levado para a morte física e mental. O autoritarismo traz a insegurança, o temor, a perplexidade da destruição e o espanto da vida. O autoritarismo do mundo é a destruição do meu corpo (templo de Deus) e um ataque contra minha nação que é o Reino de Deus. Além do mais, se obedecermos a um homem perverso para praticarmos a mentira e a injustiça, estaríamos se afastando de Deus.
1. Temos o direito de liberdade de escolha;
2. Temos o direito de ir e vir;
3. Temos o direito de sermos cidadãos;
4. Temos o direito de trabalhar;
5. Temos o direito de entrar em lugares públicos e em lugares de prestações de serviços;
6. Temos o direito de sermos atendidos em repartições públicas;
7. Temos o direito de falar;
8. Temos o direito de estudar;
9. Temos nossa liberdade de expressão;
10. Temos liberdade para falarmos sobre a verdade e a justiça;
11. Temos liberdade de expressão quando perguntados de nossa fé;
12. Temos o direito de falarmos o que pensamos dentro de nossas congregações;
13. Temos o direito de entrarmos em litígio contra as mentiras e injustiças humanas;
14. Temos todos os direitos descritos para os cidadãos do país;
15. Pregamos o direito igualitário para todos;
Nossa fé está baseada em reconhecer e aceitar a Palavra de Deus (a Bíblia) e Jesus Cristo. A bíblia é meu guia e Jesus meu único Senhor em quem eu confio. Com isso, sou submisso unicamente à Palavra de Deus e a Jesus Cristo.
Nossa fé é peculiar e deve ser aceita e respeitada como todas as outras. Por isso pregamos uma liberdade individual pois o ser humano tem vontades, volições, pensamentos, comportamentos e desejos individuais. O ser humano não pode cobrar condutas iguais e religião única por causa da complexidade de desejos humanos.
Temos o direito de nossa religião ser reconhecida e aceita. Temos o direito individual e o reconhecimento do lícito pensar e agir diferente.
Artigo XIX
A santificação
Cremos que a verdadeira fé, tendo sido acesa no homem pelo ouvir da Palavra de Deus e pela obra do Espírito Santo¹, regenera o homem e o torna um homem novo2. Esta verdadeira fé o faz viver na vida nova e o liberta da escravidão do pecado³.
Por isso, é impossível que esta fé justificadora leve os homens a se descuidarem da vida piedosa e santa4. Pelo contrário, sem esta fé jamais farão alguma coisa por amor a Deus5, mas somente por amor a si mesmos e por medo de serem condenados.
O homem em Cristo pratica boas obras. Todo homem que não pratica boas obras e violam as leis humanas devem ser julgados e condenados segundo as leis dos homens. As leis humanas terão que estar andando segundo a verdade e o justo para que não haja injustiça sobre a terra. Reconhecemos todo julgamento justo e verdadeiro.
As leis são necessárias para manter a ordem da sociedade. Assim sendo, julgamos como tirania e não lei toda palavra que tira a ordem das religiões que andam segundo sua fé sem ferir corporalmente uma pessoa. Condenamos e desaprovamos toda prática de perseguição ideológica e religiosa. Porém, ressaltamos que ideologias e religiões que firam o corpo de pessoas são abomináveis e desaprovamos atos humanos perversos. Não aceitamos e aprovamos a punição de toda ideologia e religião que traga morte e prejuízo físico para pessoas.
Cada um é responsável por seus atos e erros; o transgressor tem que ser julgado e punido.
Tanto a congregação quanto os membros terão o direito de julgar se as leis são justas e boas. É direito de todo cidadão e crente em Jesus Cristo ser regido por leis justas e boas. Toda regra ou lei contrária à Bíblia temos como injustas e ruins. Toda lei injusta e ruim (que retira nossa comunhão com Deus) será negada, lutaremos pelo fim de leis injustas e perseguidoras do cristianismo.
A igreja cobra do cristão que ele seja santo, bom, honesto, justo e respeite os códigos morais, legislativos e, principalmente, as autoridades. O cristão deve apenas praticar coisas boas no mundo.
É dever das autoridades serem íntegras, justas e boas. Toda autoridade tirana será negada. Em caso de injustiças e governos tiranos, vamos seguir as autoridades da igreja que devem estar com as leis de Moisés e os acréscimos de Jesus, pois confessamos como mais pura e justa a lei divina. É meu dever estar sempre com a justiça e a verdade.
1 At 16:14; Rm 10:17; 1Co 12:3. 2 Ez 36:26, 27; Jo 1:12,13; Jo
3:5; Ef 2:4-6; Tt 3:5; 1Pe 1:23. 3 Jo 5:24; Jo 8:36; Rm 6:4-6; 1Jo
3:9. 4 Gl 5:22; Tt 2:12. 5 Jo 15:5; Rm 14: 23; 1Tm 1:5; Hb 11:4,6.
Artigo XX
A lei de Deus
Jesus Cristo acrescentou na lei de Moisés alguns mandamentos que torna a lei como não mais pesada para ser carregada. Os cristãos usarão a lei de Moisés aperfeiçoada por Cristo para praticarem a justiça; os cristãos também usarão e observarão as leis humanas.
Artigo XXI
O mediador
Temos acesso a Deus Pai pelo único Mediador e Advogado, Jesus Cristo, o Justo. Confessamos que Jesus é Filho de Deus Pai e também é Deus, assim como seu Pai. Jesus é o cabeça da igreja, o líder e rei, e os membros da igreja são as partes que unem o corpo de nosso Deus, Jesus Cristo.
Artigo XXII
A igreja
Nós somos a igreja. Cada pessoa é uma igreja, templo de Jesus Cristo e do Espírito Santo. A congregação (as igrejas reunidas) é um conjunto de homens e mulheres de Deus que se submetem apenas ao seu senhor, Jesus Cristo. A congregação não está ligada a homens, o dono das igrejas (nossos corpos), de nosso pensamento e ações é Jesus Cristo.
Os templos de pedra, sinagogas, casas de reuniões serão de propriedade particular de membros ou também de toda a congregação. Qualquer membro pode fazer os sacramentos e ordens de pregação, batismo, Santa Ceia, festas religiosas, liturgia do templo (sinagoga ou lugares de reuniões), etc.
Artigo XXIII
Membros da congregação
Somos membros de Jesus Cristo, Deus, que é a cabeça de nosso corpo, ou seja, confessamos viver em espírito, corpo e alma para Jesus. Não somos regidos por organizações humanas religiosas, somos regidos por uma organização espiritual religiosa, quem organiza é Jesus Cristo, o Regente.
Não temos nenhuma relação com membros de seitas religiosas. Não temos nenhuma relação com outras religiões.
É membro de nossa fé todo aquele que confessa Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
Este documento (Confissão Libertária) é uma exposição de nossa fé e religião; todo homem pode aderir aos termos descritos deste documento mesmo não sendo de mesmo credo que nós da congregação. A adesão deste documento pode ser feita por vias confessarias orais ou escritas. Todavia, o ato maior é a adesão da Bíblia: Nós estamos aderidos nas Escrituras, na Bíblia, na Palavra de Deus e no Nosso Senhor Jesus Cristo (este documento [Confissão Libertária] é apenas códigos humanos que também reconhecemos e aceitamos mediante estar de acordo com as prescrições bíblicas).
Como todas as leis humanas, este código moral descrito é passivo de examinação da congregação e se houver alguma coisa que fira nossa fé será discutido para mudança conforme a Bíblia exija.
O documento Confissão Libertária não é divino, mas é uma descrição de homens demonstrando direitos e deveres fundamentais humanas e religiosas, sobre tudo a nossa. Neste documento expressamos o nosso credo que é diferente de outras religiões; não descrevemos anseios, fé e vontades de outras denominações e religiões pelo fato de não termos nenhum vínculo e relação com outros credos. Respeitamos as mais diversas religiões do mundo e testificamos que o ser humano tem o direito de seguir o credo que lhe convém.
Este documento tem o valor de lei humana; todo homem tem o direito de ser legislador de suas vontades, pois nossas volições estão ligadas à nossa felicidade. Todo homem tem o direito de ser feliz.
Na congregação, as autoridades, são os que servem mais.
Todos os membros de nossa congregação são irmãos e é dever servirmos uns aos outros para a edificação em conjunto de nossa irmandade. Somos uma unidade que deve crescer em conjunto.
Artigo XXIV
Eleição dos ministros
Cremos que os ministros da palavra de Deus, os presbíteros e os diáconos devem ser escolhidos para seus ofícios mediante eleição legítima pela igreja, sob invocação do nome de Deus e em boa ordem, conforme a palavra de Deus ensina¹.
Por isso, cada membro deve cuidar para não se apoderar do ofício por meios ilícitos, mas deve esperar a hora em que é chamado por Deus, a fim de ter, assim, a certeza de que sua vocação vem do Senhor2.
Existe uma hierarquia de autoridade no Reino de Deus (na congregação):
1º Jesus Cristo em seu Pai e Espírito Santo;
2º bispos;
3º presbíteros;
4º diáconos.
Todos da congregação podem realizar a pregação, o ensino, a exortação, a liturgia e os sacramentos. Todos da congregação terão os mesmos direitos e deveres. Todos da congregação terão o direito de fala, de fé e seus direitos individuais.
A diferença das autoridades para todos os outros é por serem eleitos para cargos e serviços.
1 At 1:23,24; At 6:2,3. 2 At 13:2; 1Co 12: 28; 1Tm 4:14; 1Tm
5:22; Hb 5:4.
Artigo XXV
A ordem e a disciplina da igreja
Cremos que os que governam a igreja devem cuidar para não se desviarem do que Cristo, nosso único Mestre, nos ordenou¹; embora seja útil e bom que, entre eles, se estabeleça e conserve determinada ordem para manter o corpo da igreja.
Por isso, rejeitamos todas as invenções humanas e todas as leis que se queiram introduzir para servir a Deus, mas que venham, de qualquer maneira, comprometer e constranger a consciência2. Aceitamos, então, somente o que serve para promover e guardar a
concórdia e a unidade e para manter tudo na obediência a Deus³. Esta ordem (caso desobedecida exige a exclusão de membros ou a rejeição de exigências e ensinos humanos), feita conforme a Palavra de Deus, com todas as suas consequências4.
1 1Tm 3:15. 2 Is 29:13; Mt 15:9; Gl 5:1. 3 1Co 14:33. 4 Mt 16:19;
Mt 18:15-18; Rm 16:17; 1Co 5; 1Tm 1:20.
Artigo XXVI
As autoridades civis
Reconhecemos as autoridades eleitas pelos homens e o governo do mundo através de leis e códigos para que as indisciplinas dos homens sejam contidas e tudo ocorra entre as organizações dos homens em boas ordens. Por este fim, Deus e os homens, forneceram as leis às autoridades para castigar os maus e proteger os bons.
O ofício das autoridades humanas não é apenas cuidar da ordem pública e zelar por ela, mas também aceitar a organização religiosa e as ideologias de nossa fé.
As autoridades devem manter os direitos individuais do cidadão cristão, devem dar o direito de confessarem e praticarem sua fé, para que Deus seja honrado, servido e todos obedeçam às ordenanças de sua palavra.
Cada membro da igreja, em qualquer posição que estejam, tem a obrigação de pagar seus impostos, respeitar as autoridades e lhes obedecer em tudo que não contrarie a Palavra de Deus, a Bíblia.
Regras dos termos
1. Nos artigos o termo homem designa ser a raça humana.