A Grande Tribulação
A grande tribulação, de acordo com a Bíblia, é o ato de o anticristo ir visitar Israel e atacar o povo de modo que elimine grande parte dos judeus. Apenas este ataque em Israel é a grande tribulação que está dentro do período dos sete anos de reinado de Satanás, o reinado das trevas. Estes sete anos de trevas também abrangem o que a Bíblia chama de o Dia do SENHOR, por ser um tempo em que Deus pune a terra com várias calamidades. Sendo assim, apenas os judeus residentes em Israel passarão pela grande tribulação.
A grande dúvida é: quando será a grande tribulação? O anticristo vigente até setembro de 2024 (talvez, até o dia 2 de elul de 5784, no calendário hebraico [5 de setembro de 2024]) tem como representação figurada histórica o rei Nabucodonosor II que destruiu Judá e o templo de Salomão em 10 de av de 586 a.C. Com isso, este anticristo, mesmo que falte pouco para o fim de seu mandato, tem forte ligação profética para ser o responsável pela destruição de Israel atualmente.
Agora, no dia 21 de junho de 2024, no calendário judaico 15 de sivan de 5784, completarão 1300 dias de reino das trevas, ou seja, faltarão apenas 1000 dias para o fim do reinado de Satanás na terra; o diabo e os demônios estão angustiados, pois se aproxima o fim do mal sobre a terra.
Além do anticristo que reina sobre o mundo no momento, haverá ainda mais três que sucederão ao cargo até 2027. Qualquer um dos quatro anticristos que sucederem ao poder poderão ser o responsável pela grande tribulação, mas acredito que este anticristo, que fica até setembro de 2024, será o que vai a Israel aniquilar o povo por causa da indicação histórica e profética de Nabucodonosor.
Existe uma grande coincidência no dia 10 de av, que é o dia que o rei babilônico, Nabucodonosor, destruiu Judá, pois neste mesmo dia os romanos destruíram Jerusalém e além disso, o templo de Herodes, segundo o historiador de época, Flávio Josefo, era consumido em chamas no ano 70 d.C. Devido a tudo isto, este dia 10 de av tem que ser temido, pois a grande tribulação pode recair neste dia.
Se este demônio atual, o anticristo, tem como representante histórico o rei Nabucodonosor, ele pode repetir o feito do imperador babilônico no mesmo dia, em 10 de av de 5784, que no calendário gregoriano cai no dia 14 de agosto de 2024. Então, a grande tribulação pode ocorrer neste dia trazendo grande coincidência com ocorridos do passado, entrando em uma sincronia histórica cujo indicador de ocorrência de destruição de Israel seria o dia 10 de av.
Sabemos, por via de texto, que a grande tribulação ocorrerá antes dos últimos sinais para a descida de Jesus Cristo; antes do sol se escurecer (eclipse solar), 6 de fevereiro de 2027, e antes de um eclipse lunar, 20 e 21 de fevereiro de 2027 (Marcos 13.24-26).
Existem outros grandes fatores que fazem do dia 10 de av de 5784 como a maior possibilidade para a execução do anticristo vigente cumprir a grande tribulação. Irei descrever uma ordem cronológica que nos indica grande probabilidade para ser agora no dia 14 de agosto de 2024, o próximo dia 10 de av, a grande tribulação:
1. O anticristo que governa entre 5 de setembro de 2023 até setembro de 2024 é representado historicamente pelo rei babilônico Nabucodonosor II (Daniel 2.29-45).
2. Atualmente Israel está em guerra contra algumas nações.
3. As duas vezes que Judá foi destruído na história ocorreram no dia 10 de av.
Figura 1 Calendário hebraico
4. Terão que se cumprir as profecias:
“Portanto, eis que virão dias, diz o SENHOR, em que já não se chamará Tofete, nem vale do filho de Hinom, mas o vale da Matança; os mortos serão enterrados em Tofete por não haver outro lugar”.
(Jeremias 7.32)
Esta profecia de Jeremias é referente aos mortos pelo ataque sofrido aos judeus na grande tribulação.
Outras profecias sobre a grande tribulação são as dos livros de Zacarias e de Mateus:
“Eis que vem o Dia do SENHOR, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres, forçadas; metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será expulso da cidade”.
(Zacarias 14.1-2)
“Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados. Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem. Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.”.
(Mateus 24.15-28)
Vemos na narração do livro de Mateus sobre a grande tribulação que para haver o ataque a Israel é apenas necessário estar lá o anticristo. Logo, se for anunciado a ida do anticristo para Israel, fujão! Nas profecias não falam que é o anticristo que ataca, mas vemos que o anticristo é o agouro necessário para a destruição de Israel.
Os evangelhos sinóticos trazem: “Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo”. Este tempo de infortúnios, angústias e perseguições se encurtaram para o fim; faltam poucos dias para a descida de Jesus Cristo.
Vemos no Livro de Jasar que Ninrode, uma figura histórica do anticristo, desejava a eliminação de Abraão, pois seria a descendência de Abraão que acabaria com o seu império do mal. Figuradamente, o livro está nos passando que o anticristo anseia pela destruição dos judeus.
5. Por volta de setembro de 2024, elul de 5784, no calendário judaico, entrará o segundo anticristo.
6. No dia 1 de tishrey de 5785, que no calendário solar corresponde ao dia 3 de outubro de 2024, é a festa de recordação de aclamação, conhecida entre os judeus como Rosh Hashaná, é o “Ano-Novo Judaico”. É o primeiro dia do ano para os judeus, um dia para pensar em seu futuro e em seus erros do passado.
7. No dia 10 de tishrey de 5785 (12 de outubro de 2024) é a Festa da Expiação (יום כפר, Yom Kipur, Dia da Expiação). Yom Kipur é uma festa religiosa descrita na Torá, na Bíblia, é um dia para afligir a alma pelos seus pecados.
Este dia de expiação os judeus irão pensar em seus erros e em Jesus Cristo:
“Capítulo 12.10 Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.
11 Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom no vale de Megido.
12 E a terra pranteará, cada família à parte: a família da casa de Davi à parte, e suas mulheres à parte; e a família da casa de Natã à parte, e suas mulheres à parte;
13 A família da casa de Levi à parte, e suas mulheres à parte; a família de Simei à parte, e suas mulheres à parte.
14 Todas as mais famílias remanescentes, cada família à parte, e suas mulheres à parte.
Capítulo 13.1
Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi, e para os habitantes de Jerusalém, para purificação do pecado e da imundícia”.
Zacarias 12.10-13.1
Os judeus se converterão e lamentarão muito por terem matado o seu Deus, o יהוה, que é Jesus Cristo. Neste dia Deus dará grande graça ao seu povo. Orem por misericórdia de Deus para convosco!
8. No dia 15-21 de tishrey de 5785 (17-23 de outubro de 2024), haverá a Festa das Cabanas em que por sete dias habitarão em tendas de ramos.
Os judeus exilados, nestes dias, pensarão em um quarto êxodo.
9. De acordo com o livro de Apocalipse de Tomé, entre os dias 7-22 de cheshvan de 5785 (8-23 de novembro de 2024), acontecerá um grande terremoto na terra inteira.
O motivo para o terremoto será uma ação de Deus contra a marca da besta e contra a perseguição aos judeus fazendo se cumprir uma história profética descrita no livro de III Macabeus 4.15-21. Este terremoto e outras ações de Deus entram em conotação com o texto de III Macabeus, são atos para proteção aos judeus por 40 dias que abrangem no calendário de 16 de cheshvan de 5785 (o último dia do tempo dos “gibboriym” de três anos e dez dias de vida para arrependimento) até 25 de kislev de 5785 (de 17 de novembro até 26 de dezembro do ano de 2024).
10. Chega o dia 17 cheshvan de 5785 (18 de novembro de 2024), foi neste mesmo dia que houve no passado o dilúvio.
Neste dia iniciará novamente um “novo dilúvio” em veneno no corpo dos “novos gibboriym” por 360 dias de morte entre os marcados pela besta. A terra começará a ser desolada.
11. No dia 25 de kislev de 5785 (26 de dezembro de 2024) será proibida a marca da besta.
No dia 25 de kislev de 164 a.C., completavam três anos e dez dias em que o templo de Zorobabel havia sido profanado por Antíoco IV Epifânio. Neste mesmo dia o templo de Deus foi purificado e ficou livre da abominação desoladora colocada por Antíoco IV (I Macabeus 4.52-58; 6.7; II Macabeus 2.16-18).
Novamente vemos a história se repetindo ao ficarmos livres da nova abominação desoladora que é a marca da besta em um dia 25 de kislev. Sabemos que a história da marca da besta iniciou no dia 9 de novembro de 2020 (como falaram: “O grande dia para a ciência e para a humanidade”) e contou 365 dias de marcação até chegar ao dia 9 de novembro de 2021, que foi o dia que a ONU colocou exposta a imagem da besta descrita nos livros de Daniel e Apocalipse. A partir do dia 9 de novembro de 2021 foram contados três anos e dez dias de tempo para os marcados (é o mesmo tempo da abominação desoladora sobre a Casa de Deus na época de Antíoco IV). O final do tempo dos marcados pela besta, seus três anos e dez dias, deu-se no dia 17 de novembro de 2024 (16 de cheshvan de 5785), com isso, dando início, no dia posterior, ao novo dilúvio, como aconteceu no passado em que Deus deu um tempo de vida para os povos pré-diluvianos de 120 anos. Este tempo de três anos e dez dias é curto devido ser breve o tempo de reinado de Satanás.
Ao terminar os três anos e dez dias é contado mais 40 dias. Estes 40 dias são um tempo similar com a história do livro de III Macabeus que conta que o imperador Ptolomeu IV Filópator, no século III a.C., perseguiu ao extremo os judeus para prender e marcar seu corpo em fogo com um símbolo do deus Dionísio, uma folha de hera. Quando terminou este tempo de 40 dias, na época de Ptolomeu IV, foi cessado a marcação dos judeus por providência de Deus (III Macabeus 4.15-21).
Contados os 40 dias a partir de 16 de cheshvan de 5785 (17 de novembro de 2024), terminará exatamente no dia 25 de kislev de 5785 (26 de dezembro de 2024); novamente, por providência de Deus, será cessado a marcação da marca da besta contra o seu povo.
Neste dia o desejo dos judeus para que Deus os reúna se aflorará (II Macabeus 2.16-18).
12. Após o dia 25 de kislev de 5785, talvez no mês de adar, os dois mártires começam a se distinguir entre o povo judeu (III Macabeus 6.18).
13. Os judeus voltam para Israel:
“Assim diz o Senhor dos exércitos: Naquele dia sucederá que dez homens, de nações de todas as línguas, pegarão na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco”.
(Zacarias 8.23)
“Naquele dia o Senhor tornará a estender a sua mão para adquirir outra vez e resto do seu povo, que for deixado, da Assíria, do Egito, de Patros, da Etiópia, de Elão, de Sinar, de Hamate, e das ilhas de mar. Levantará um pendão entre as nações e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra”.
(Isaías 11.11-12)
“Acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor,
será estabelecido como o mais alto dos montes e se elevará por cima dos outeiros;
e concorrerão a ele todas as nações. Irão muitos povos, e dirão:
Vinde, e subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó,
para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas;
porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor”.
(Isaías 2.2-3)
Amém.
Autor: Diego Franco Facundo
Brasil, 15 de junho de 2024
REFERÊNCIAS:
FRANCO FACUNDO, Diego. O apocalipse começou em 2020 e acaba em 2027. 2024.
FRANCO FACUNDO, Diego. O grande terremoto, a correlação do dilúvio com as mortes dos marcados pela besta e a descida de Jesus Cristo. 2024